A gruta é mais extensa do que a gruta

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    quarta-feira, novembro 11, 2009

    História e violência


    O tempo anda escasso e as idas ao cinema, raras (e cada vez menos estimuladas pelo festival da projeção digital porca que assola o país). Mas muito de vez em quando surge a combinação "título apetitoso em película". E o mais recente deles foi o tão comentado e esperado "Inglorious Basterds", sobre o qual vinha lendo boatos há muito _nenhum que me preparasse para o que eu ia ver e ouvir. Depois do desvio proporcionado por um projeto muito específico (o "Death Proof" de "Grindhouse", de um diretor extremamente consciente e sobre o qual é uma futilidade dizer que se trata do pior de sua carreira _ aliás, é especialmente triste ele não ter sido exibido comercialmente nas salas brasileiras, porque é o filme de Tarantino que formalmente mais clama por exibição nos cinemas e em película), ele volta ao estilo depurado e límpido (alguns diriam gélido, como também dizem de Kubrick na fase em cores) que inaugurou em "KillBill", nos quais a influência estética de Sergio Leone está mais explícita do que nunca.

    Como não quero nem posso me alongar muito, evito pisar em terreno batido (embora seja bom registrar as gargalhadas que proporcionou a cena em italiano). Mas não posso deixar de destacar algo que pelo menos dois amigos falaram (entre eles Ailton e Vebis, se não me engano), o de que o filme é bastante econômico em locações. As cenas são longas e boa parte delas é resolvida com personagens sentadas à uma mesa (algo que sempre me chama a atenção quando vejo um Tarantino): o diálogo climático de Landa com LaPadite; o reencontro de Landa e Shoshanna; o entrevero com o major alemão na taverna; a negociação do fim da guerra entre Landa e Raine (curioso que isso me lembra bastante de "A Volta do Regresso" e um outro projeto meu não filmado, uma ficção científica; com certeza é caso de amor pela palavra, também bem evidente em Manoel de Oliveira).

    Outra coisa que me chamou a atenção foram as referências ao passado americano de extermínio de índios (Raine se diz descendente de nativos, é apelidado de "Apache" e diz que serão cruéis com os nazistas e que por causa dessa crueldade eles serão temidos) e de escravização dos negros, em um filme no qual os americanos (judeus, em especial) são os heróis, apesar de "bastardos" e "inglórios". E os nazistas, com exceção dos altos mandatários baseados em personagens reais, são mostrados sempre de maneira"humana": um oficial se recusa a trair seus companheiros e é morto da forma mais grotesca (uma bela cena, por sinal); outro está na taverna comemorando o nascimento do filho; e mesmo Hans Landa tem seus momentos.

    O elenco só merece elogios, assim como Tarantino, que costuma valorizar o trabalho de seu atores. Muito já se falou de Christoph Waltz e de Brad Pitt, então vale a pena destacar o impressionante trabalho de Eli Roth como o "Urso Judeu": ele está apavorante e, ao executar a vingança máxima com uma metralhadora na mão (planos valorizados pela câmera lenta), desfere um olhar de puro ódio que é uma coisa linda de filmar. Mas minha cena preferida nem é a mais comentada, na fazenda francesa, mas a da sala de projeção, com Daniel Brühl eMélanie Laurent representando seus países e com algo de Romeu e Julieta.

    Outro que conseguiu me arrastar até o paraíso duvidoso (e que me agradou mais que o do Tarantino) foi "Public Enemies", no qual Michael Mann manipula o mito dos gângsters da Depressão, alterando boa parte da história, mas investindo na reconstituição de época. Guarda uma certa distância das personagens, dando um breve recorte na vida delas _ ou seja, sem dar uma de Scorsese e recorrer a flashbacks para explicar o comportamento das mesmas. Coloca a fórceps, como é costumeiro em muitas produções americanas, uma história de amor (e como havia feito em "Miami Vice"). Foi feliz na escolha do elenco; além do óbvio destaque para Depp (DiCaprio era a escolha original), brilhante nas expressões faciais, vale a pena citar nominalmente Stephen Graham (de "Snatch"), como "Baby Face" Nelson, e Stephen Lang, que fecha o filme. E há uma cena fantástica (quiçá a do ano), aquela em que o bandido adentra tranquilamente o último lugar onde ele deveria estar. Curioso que, na sessão lotada, a plateia reagia com risos sempre que o Brasil era mencionado como possível destino de fuga do bandido...

    Também voltei a uma sala de cinema (pela primeira vez na Pompeia 10, a sala de luxo, com poltronas excelentes e até um bar) graças à Mostra, mas, apesar de o filme (um japonês) não ser ruim (também não era nenhuma maravilha), foi absurdamente revoltante ter pagado R$ 18 para ver uma projeção digital vagabunda _ valeria a pena se fosse aquelas exibições de vídeos grátis no CCSP e olhe lá. Se for assim, baixo da internet e vejo em casa, infelizmente. Não dá para aceitar um desrespeito desses com o consumidor. E eu assinei sim o manifesto que está rolando por aí contra a má qualidade da projeção nos cinemas. Mas infelizmente desconfio de que não vai dar em nada _ a não ser na derrocada do público nas salas, esperem para ver.

    Em casa, vi o "Låt den rätte komma in" (2008) ou "Deixe Ela Entrar", aquele do vampirinho andrógino e castrado. Não é ruim, mas também não achei tudo isso, não.

    ***
    Além das projeções porcas, violência e história parecem ser os temas deste texto. Um dos filmes vistos no longo intervalo entre publicações,curiosamente, é um dos famigerados "shockumentaries" de Gualtiero Jacopetti e Franco Prosperi, os mesmos de "Mondo Cane" e "Africa Addio": é "Addio Zio Tom" (1971), uma produção mais rica e bem cuidada que reconstitui "a saga dos escravos africanos na América", como diz mais ou menos o oficial alemão na cena da taverna em "...Barterds". O filme, que retrata de forma meio enciclopédica esse capítulo do capitalismo, é obviamente desagradável e revoltante, mas o interessante é constatar a relação dele com o movimento Black Power (que seduziu de Godard e John Lennon, para ficar apenas nos brancos) e também o fato de que uma produção desse tipo infelizmente só era possível numa era em que o politicamente correto não era a praga que é hoje. O filme chega a resvalar no exploitation, mas, curiosamente, me soou bastante sério.Também entra nessa seara (mas sem a parte exploitation, infelizmente) o "Z" (1969) de Costa-Gavras, que filma, em francês, a história real do assassinato do político grego Gregoris Lambrakis, sem nunca citar nomes. É também desagradável e revoltante (no que me lembrou um western), que retrata com clareza a radicalização política dos anos 60, que infelizmente contaminou o mundo inteiro.

    A violência mais óbvia não dá as caras em "La Prise de Pouvoir par Louis XIV" (1966), tida como a obra-prima de Rossellini na TV. Que o diretor é um santo, já sabemos não é de hoje. Então não é surpresa que venha dele algo tão brilhante, com direção de arte e fotografia de primeira (cada enquadramento é uma pintura). Mas o destaque é o enfoque dado ao modo como Luís XIV conseguiu concentrar seu poder manipulando nobreza, burguesia, igreja, familiares e o povo. E também sua reconstrução da vida de tão fascinante personagem, mostrando como ela dormia, comia, governava, construía Versalhes (será que vou conhecê-lo?) e se divertia. Como se não bastasse, ainda consegue inserir na trama uma personagem de ficção, o inesquecível D'Artagnan de Dumas!

    E o curta "The War Game" (1962), o primeiro filme dirigido pela atriz sueca Mai Zetterling, é a coisa mais aflitiva que vejo em um bom tempo (principalmente porque eu sofro de vertigem). Sem diálogos e universal, não envelheceu nada (a não ser que, no mundo "politicamente correto" de hoje, no qual moças não podem usar vestido curto, arma na mão de criança, só se for de verdade). Já "Point Blank" (1967), um dos primeiros filmes de John Boorman, é fascinante como quase não há história: o protagonista (quase sem humanidade e profundidade psicológica) se move por uma ganância estúpida, vê à sua frente apenas o seu objetivo e nada mais, sem refletir sobre nada nem se importar com nada, enfrentando um inimigo de nome genérico, sem rosto. Tudo é descartável e as ações não trazem consequências _ a personagem de Lee Marvin está morta, é uma alucinação? A violência é deliciosa. Los Angeles é um paraíso horrível, San Francisco é Alcatraz. E há uma citação muito engraçada ao Brasil, com um extra explicando a um americano o significado da expressão "Deus é brasileiro", falando que quer dizer que os brasileiros não precisam trabalhar porque as coisas caem do céu! Dizem que o elogiado "O Troco", com Mel Gibson, é um remake, mas deve ser muito diferente, não?

    Também ando mergulhando muito no confortável (porque me lembra a infância, sessões de sábado à tarde e o clássico"Bang-Bang à Italiana") western spaguetti, com os resultados irregulares de sempre. O melhor é "Il Grande Silenzio" (1968), de Corbucci, que por boa parte de sua duração parece ser não mais do que um bom genérico (lembrando que o diretor ajudou a estabelecer algumas convenções do gênero). Mas o final subversivo e as nuances da personagem de Klaus Kinski (desprezível, mas certamente simpática para a turma do "bandido bom é bandido morto" que infesta as Unibans deste país) tornam este filme uma gema. Outro Sergio, o Sollima, um dos homenageados pelo pessoal do blog coletivo O Dia da Fúria, entrega "Faccia a Faccia" (1967) ou "Quando os Brutos se Defrontam", que já começa com um prólogo improvável e belíssimo, não apenas pelo conteúdo (a aula dada pela personagem de Gian Maria Volontè é preciosa), mas pela elegância da encenação e da câmera (com bom uso do scope). Depois acaba se tornando de uma subversão incrível, com a metamorfose do protagonista _ sempre valorizado por um ator especial como Volontè. Tomas Milian também não faz feio como coprotagonista (fica feio sem hífen, lembra "coprofagia"; culpa sua, Bechara). Millian volta em "Corri Uomo Corri" (1968), repetindo seu papel em "La Resa dei Conti", que infelizmente não achei para assistir. Neste, Sollima parece ser vítima de sua pretensão: a história é complexa demais, com personagens em excesso e, mesmo o protagonista sendo forte, o enredo em geral fica frouxo. A câmera também é menos rigorosa. Destaque mesmo para a trilha sonora, de Ennio Morricone, embora creditada ao maestro Bruno Nicolai.

    Para fechar essa pequena amostra do que incidiu sobre as bolinhas dos meus olhos, outra obra-prima: Les Biches (1968). Chabrol trabalha um dilema aparentemente caro à Nouvelle Vague, o triângulo amoroso, em um filme muito bonito, sublinhado por uma trilha sonora maravilhosa de Pierre Jansen (colaborador usual do diretor), que une beleza a perigo. Pode-se dizer muito sobre relações de poder (e de classe) e também sobre esse processo terrível que aflige os humanos em idade reprodutiva e que meu amigo Proust descreveu tão bem _ o título, "As Corças" (que em francês pode simplesmente ser interpretado como "as moças", mas o fato de ser um animal "de caça" não pode ser ignorado), e o nome dado à personagem de Jacqueline Sassard (de "Estranho Acidente", aqui em seu último filme, uma pena), Why (?), também são motivo de muita discussão. Assim como Sassard, Stéphane Audran, mulher de Chabrol, está belíssima e entrega uma atuação perfeita. Ponto alto na carreira de um grande cineasta.
    ***

    Como finalmente vi o "Death Proof", vale lembrar esta mesa quadrada com Tarantino, publicada pela LA Weekly. Vai um trecho:
    "The last real, old-school car chase was in Terminator 2. To me, there's nothing worse than CGI when it comes to a car chase. And this whole idea of having 16 cameras shooting from every conceivable angle every time a stunt happens, that's not directing, thats selecting. In the 60s and the 70s, it was about the one shot; it was about the good driving abilities of these people, and the way the cars held together. Back then, you couldn't do a 14-year-old-girl coming-of-age movie without having a car chase in it. Now, everything is all cut up and it doesn't matter who's driving the fucking car. The geography is lost. The momentum is lost. Being inside of the chase is lost."

    E, além de indicar a edição comemorativa de 3 anos da Zingu!, com o caríssimo Comodoro, peço licença para reproduzir aquium trecho da entrevista que João Silvério Trevisan deu a Gabriel Carneiro na edição 34:

    "Z – Você não vê a Boca do Lixo, da época das chamadas pornochanchadas, nos anos 70 e 80, uma espécie de indústria cinematográfica brasileira?

    JST – Eu nunca levei a sério aquilo, porque era exploração de veios comerciais até então existente. Por exemplo, enquanto o western spaghetti funcionou como moda, a Boca do Lixo correu atrás desse filão. Depois entrou o filão erótico, e a Boca do Lixo foi correndo até lá. A Boca era tão terrivelmente mal-estruturada, tão terrivelmente improvisada, que não dava para acreditar nem nesse cinema supostamente comercial. Ela não estava organizada suficientemente para conseguir implantar uma indústria cinematográfica. Tudo era muito oportunista e imediatista. Tanto que você pega filmes que exploram a mesma fórmula incessante e inesgotavelmente. Quer dizer, é claro que elas se esgotaram, não é? Chegou uma hora que o público não aguentava mais a repetição; não havia nenhuma estrutura inteligente por trás dessa vocação comercial no tal do cinema da Bocado Lixo. Era um cinema de extrema repetição e de concepção comercial medíocre. Claro que ele formava um quadro industrial, mas não tinha um projeto de formação de quadro. O que você tinha lá? Um bando de desempregados, que acabavam trabalhando na parte técnica, e que pela força do hábito e da prática, tornaram-se fotógrafos, fotógrafos de cenas, maquinistas, câmeras e mesmo diretores ou roteiristas. Roteirista da Boca, por exemplo, era uma coisa inacreditável, eram caras pegos a laço. Eu sei disso porque eu sempre batalhei para ter uma ressonância profissional no trabalho que fazia, e muitas vezes eles não queriam saber de pagamento ou de um pagamento digno, alguma coisa minimamente digna, eram esmolas. Tudo aquilo eram quebra-galhos, era um cinema de quebra-galhos. De repente, o produtor, que frequentemente era o roteirista, interferia diretamente na direção, considerando que muitas vezes o produtor era o diretor, ou então o produtor e o diretor eram sócios. Tudo visava a uma meta muito fechadinha do ponto de vista comercial: era gastar o mínimo possível, com o mínimo possível de energia, inclusive intelectual e criativa. Eu acho um aprendizado importante viver nesse contexto da Boca do Lixo, enquanto um cinema que estivesse de acordo com suas possibilidades comerciais e financeiras, só. Porque do ponto de vista criativo, do ponto de vista intelectual, eu não tinha nada a ver com aquilo."
    ***

    Finalmente, algo sobre Anselmo Duarte. Há alguns anos, fui a uma homenagem ao Anselmo e escrevi aqui que tinha ficado triste ao vê-lo com evidentes problemas de memória, já que ele, simpaticíssimo e obviamente feliz por falar de sua carreira, repetia a mesma (ótima) história 5 minutos depois de tê-la contado. Pisei na bola e chutei aqui que isso seria causado por Alzheimer (não sei se teve a doença e não interessa), coisa que obviamente nunca faria em uma publicação profissional. Para minha surpresa, que com razão acho que ninguém se dá ao trabalho de ler isso aqui, recebi um e-mail do filho do Anselmo, me dando o devido puxão de orelha. Respondi, assumindo o erro grosseiro e pedindo desculpas. Pouco depois, meu e-mail foi automaticamente esvaziado e eu acabei não lendo a tréplica. Espero que as desculpas tenham sido aceitas.

    12 comentários:

    Ailton Monteiro disse...

    Acho que eu devo ter baixado mais de doze filmes do Chabrol nos últimos meses. Mas falta eu me organizar pra começar a vê-los.

    Marcelo V. disse...

    "Les Biches" está no meio? Também recomendo muito "Les Bonnes Femmes".

    Bruno disse...

    "The last real, old-school car chase was in Terminator 2."

    Tarantino nã viu Os Donos da Noite?

    Quanto ao Inimigos Públicos, não diria que a historia amorosa foi colocada a forceps, me parece até que ela interessa mais ao Mann do que a trama policial.

    "a plateia reagia com risos sempre que o Brasil"

    Passei por experiencia parecida recentemente durante retrospectiva Jacques Nolot - plateia (de maioria gay) gargalhou muito quando personagem no filme dizia que São Paulo tinha os melhores (e mais baratos) bordeis gays do mundo. Foi o momento mais engraçado do filme, apesar da cena não ter sido pensada pra ser cômica...

    Marcelo V. disse...

    Bruno, talvez ele não tenha visto. Eu estou em dívida com o Gray _ não só com ele, mas com grande parte do cinema contemporâneo. Eu chego lá.

    Acho um problema deste filme do Mann e também de "Miami Vice" (especialmente no que diz respeito à personagem do Farrel). Parece até cacoete de filme dos anos 30/40.

    Eu achei muito engraçada a citação ao Brasil feita em "Point Blank". Nem tanto a do Robin Williams, embora eu espere que isso não gere uma reação parecida com aquela contra "Os Simpsons" (cujo episódio sobre o Rio era bem legal).

    Agora o que eu não achei nada engraçada é essa nova campanha da Brahma, que retrata/impõe torcedores de futebol em guerreiros medievais. Fazia tempo que um produto audiovisual não me ofendia tanto com sua profunda boçalidade e falta de caráter. É pior que político corrupto colocando dinheiro na cueca. Nojo da agência que criou e do cliente que aprovou.

    Bruno disse...

    "Eu estou em dívida com o Gray _ não só com ele, mas com grande parte do cinema contemporâneo."

    Arranjar tempo pra ver todos os filmes que existem é a angústia existencial de todo cinéfilo. Se eu vejo filmes contemporâneos, sinto que estou abandonando o antigo e vice-versa.

    Não vi essa da Brahma, mas parece mesmo nojenta. Aliás, publicidade de cerveja costuma ser degradante mesmo.

    vebis jr disse...

    tao ou mais do que a propaganda da Bhrama que em primeiro lugar é alegoricamente horrível, os textos são pessimos e a retórica ofensiva. Mas o Datena tem que irritado nos programas de futebol qdo começaram num programa debater da selgageria doo jogo do Flumiense e o Neto comentou que tava na hora de nao aceitar desaforo na própria casa, pois brasileiro sempre apanha.
    Aí datena começa a comer oo rabo do cara dizendo que ele incitava a violencia. Logo ele que imediatamente qdo falava opiniao dele , se viesse algo contrario ele nao deixava falar.
    Isso foi uma das coisas que mais me irritou na tv atualmente.

    Marcelo V. disse...

    O problema é esse: muito comentarista de futebol contribui para perpetuar essa boçalidade toda _ que já começa com essa história de chamar adversários de bambi, porco, maloqueiro, urubu, etc. Esporte exige respeito ao adversário; não é guerra, é algo bem mais sublime, mas enxovalhado por esses frustrados com suas vidas vazias.

    Marcelo V. disse...

    O sempre citável Inácio Araújo: "Parece que os espectadores foram tomados por um vasto torpor, como se tivessem sido invadidos por corpos estranhos e substituídos por legumes."

    Marcelo V. disse...

    É impressão minha ou a tal da campanha grotesca da Brahma saiu do ar? Será que, por um milagre, um raro momento de bom senso nesses tempos de ódio e ignorância, teve mesmo repercussão ruim e a empresa entendeu que havia pisado feio na bola?

    Marcelo V. disse...

    Saiu nada, voltou depois de um tempo. Quem sabe na próxima não filmam pessoas gritando "sou xenófobo!" ou coisas do tipo.

    Marcelo V. disse...

    Amanhã (06/01), às 21h30, "A Volta do Regresso" retorna ao cinema no Cinesesc, na Sessão do Comodoro, com curadoria de Carlos Reichenbach: http://olhoslivres.zip.net/arch2009-12-27_2010-01-02.html#2009_12-31_15_35_51-132011361-0

    Eloyse Braz disse...

    Olá pessoal do cuspido, estou criando um blog bem modesto ainda, sobre filmes, gostaria muito da visita e opinião de vcs!

    http://elobrazcinematoa.blogspot.com/

    Um abraço

    Na platéia